Royal Caribbean International

Nesta página especial, o Portal World Cruises apresenta o perfil da Royal Caribbean International, com sua história, características, destinos de atuação e a relação da companhia com o mercado brasileiro

Icon of the Seas
Maior companhia de cruzeiros do mundo, a Royal Caribbean opera 30 navios

História

Fundada em 1968 na Noruega, a Royal Caribbean International é hoje a maior companhia de cruzeiros do mundo em número de passageiros e tamanho de frota. A empresa é a principal marca do Royal Caribbean Group, conglomerado que também controla a Celebrity Cruises e a Silversea, além de ter participação em outras marcas.

Ao longo de sua história, a companhia se destacou por romper recordes de tamanho de navio repetidamente — foi a Royal Caribbean quem lançou, em 1988, o Sovereign of the Seas, considerado o primeiro mega navio da história, com mais de 70 mil toneladas brutas. Décadas depois, seguiu com a mesma estratégia ao lançar a Classe Voyager em 1999, a Classe Oasis em 2009 e a Classe Icon em 2024 — as três revolucionando, cada uma em sua época, o conceito de tamanho e atrações na indústria.

Atualmente, a Royal Caribbean é dona de 9 dos 15 maiores navios de cruzeiro já construídos, incluindo o Legend of the Seas, o Star of the Seas e o Icon of the Seas, atualmente empatados no topo do ranking mundial de maiores navios.

Frota

Royal Caribbean
Royal Caribbean opera sete classes de navio, incluindo a Freedom que conta com o Independence of the Seas

Atualmente, a Royal Caribbean International opera uma frota de 30 navios, organizados em diferentes classes que refletem décadas de evolução na indústria de cruzeiros.

Classe Icon — a mais nova e maior da frota. Inclui o Icon of the Seas (2024), o Star of the Seas (2025) e o Legend of the Seas (2026), todos com 248.663 toneladas brutas e capacidade para 7.600 passageiros. A companhia ainda estreará o Hero of the Seas em 2027 e outros três gêmeos adicionais até 2030. São os maiores navios de cruzeiro do mundo.

Classe Oasis — lançada em 2009 com o Oasis of the Seas, na época o maior do mundo, revolucionou a indústria ao introduzir o conceito de “bairros temáticos” a bordo. Inclui também o Allure of the Seas, o Harmony of the Seas, o Symphony of the Seas, o Wonder of the Seas e o Utopia of the Seas. Um sétimo navio está em construção com entrega prevista para 2028.

Classe Quantum — inclui o Quantum of the Seas, o Anthem of the Seas, o Ovation of the Seas, o Spectrum of the Seas e o Odyssey of the Seas. Conhecida por inovações tecnológicas como o North Star, cápsula de observação que se eleva acima do navio, além do Two70, lounge multiuso que recebe desde apresentações a shows elaborados.

Royal Caribbean International
Classe Quantum é conhecida por suas inovações tecnológicas que incluem o North Star, capsula que eleva os passageiros

Classe Freedom — evolução da classe Voyager, inclui o Freedom of the Seas, o Liberty of the Seas e o Independence of the Seas. No momento de seus lançamentos, que ocorreram entre 2006 e 2008, eram os maiores navios de cruzeiro do mundo. Principais características incluem a Royal Promenade, um boulevard interno com lojas, restaurantes e bares, além do simulador de surfe FlowRider.

Classe Voyager — revolucionou a indústria no final dos anos 1990, com a estreia do então maior navio de cruzeiros do mundo, o voyager of the Seas. Foram os primeiros a contar com a Royal Promenade, uma “rua principal” cercada de atrações, estreando também o Studio B, um rink de patinação no gelo. Além do Voyager, inclui o Adventure of the Seas, o Explorer of the Seas, o Navigator of the Seas e o Mariner of the Seas. Este último foi o maior navio da companhia a operar no Brasil, passando pelo país no início de 2011 para uma breve temporada.

Classe Radiance — inclui o Radiance of the Seas, o Brilliance of the Seas, o Serenade of the Seas e o Jewel of the Seas, conhecidos pelo design com grandes janelas panorâmicas. Foram projetados para navegar em destinos além do Caribe e Bahamas, com projeto que permite atravessar o antigo Canal do Panamá e velocidade de operação acima da média.

Classe Vision — a mais antiga ainda ainda em operação, foi desenvolvida a partir da metade dos anos 1990. Inclui o Vision of the Seas, o Grandeur of the Seas — atualmente realizando temporadas na América Latina — o Enchantment of the Seas e o Rhapsody of the Seas, último navio da companhia a operar regularmente no Brasil. São navios de cruzeiro clássicos, com áreas públicas e ambientes que propiciam experiências tradicionais.

Veja a seguir todos os navios da Royal Caribbean, do mais novo ao mais antigo, com páginas dedicadas:

Estilo e Características

A Royal Caribbean é conhecida por oferecer a experiência de cruzeiro mais orientada ao entretenimento e à atrações temáticas ou radicais — um posicionamento que a diferencia de companhias com foco mais gastronômico ou cultural, como a Costa ou a Celebrity.

Nos últimos anos, vem investindo em se tornar a principal opção para famílias com crianças, mudança que fica clara nos navios da Classe Icon. As embarcações foram projetadas com amplas áreas dedicadas aos mais novos, além do maior parque aquático da indústria e diversas atrações radicais.

Atrações Royal Caribbean em navios da classe Icon
Navios da Classe Icon contam com atrações como parque aquático, brinquedos infantis e mais

Essas atrações especiais, inclusive, são uma das maiores marcas da frota da companhia, que conta com elementos que vão muito além do que se espera tradicionalmente de um cruzeiro: parques aquáticos completos com múltiplos toboáguas, simuladores de surfe, paredes de escalada, pistas de patinação no gelo, boliche, e em alguns navios até parques temáticos com carrossel.

A gastronomia também é ampla, com dezenas de opções de restaurantes por navio — de churrascarias a rodízios japoneses — e um forte investimento em shows de entretenimento, incluindo produções originais no estilo Broadway.

É uma companhia especialmente popular entre famílias e grupos de amigos, dado o volume e a variedade de atividades disponíveis a bordo, embora, especialmente nos navios mais antigos, também ofereça áreas mais tranquilas e sofisticadas para quem busca uma experiência menos agitada.

Royal Suite Class

A companhia oferece a Royal Suite Class, categoria premium disponível nas embarcações mais novas da frota, que funciona de forma similar aos complexos exclusivos de outras companhias — como o Yacht Club da MSC. Dependendo do navio, a categoria inclui:

  • Acesso a áreas e piscinas exclusivas;
  • Coordenador de suítes Royal Genie em algumas categorias;
  • Restaurante exclusivo Coastal Kitchen;
  • Embarque e desembarque prioritários;
  • Suítes com espaços diferenciados, incluindo opções duplex.

Perfect Day e destinos privativos

Labadee
Oasis of the Seas em Labadee, um dos destinos privativos da companhia

Um dos maiores diferenciais da Royal Caribbean são suas ilhas privativas e beach clubs exclusivos, reunidas sob as marcas Perfect Daye Royal Beach Cub.

A mais conhecida é a Perfect Day at CocoCay, nas Bahamas, com a maior piscina de água doce do Caribe e o segundo maior parque aquático da região. A companhia vem expandindo o conceito para outros destinos privativos ao redor do mundo, com beach clubs nas Bahamas, México, Grécia e Pacífico Sul.

A Royal Caribbean ainda opera um destino privado no Haiti, em península conhecida como Labadee. O porto, no entanto, está fechado há alguns anos devido à problemas de segurança no país.

Crown & Anchor Society — o programa de fidelidade

O programa de fidelidade da companhia é o Crown & Anchor Society, que classifica os passageiros em níveis crescentes conforme o número de noites navegadas — de Gold a Pinnacle Club, o nível mais alto. Os benefícios aumentam progressivamente e incluem descontos em bebidas, créditos a bordo, embarque prioritário e acesso a eventos exclusivos com a tripulação.

Destinos de Atuação

Icon of the Seas
Líder do ranking de maiores do mundo junto a seus gêmeos, o Icon of the Seas é um dos navios que navega a partir dos EUA o ano inteiro

A Royal Caribbean concentra a maior parte de sua operação no Caribe, partindo principalmente de portos nos Estados Unidos como Miami, Port Canaveral, Fort Lauderdale, Galveston e Nova York. Navega também de portos norte-americanos para destinos no Canadá, Bermuda, Bahamas, Riviera Mexicana e Canadá.

Também mantém forte presença no Mediterrâneo e no Norte da Europa durante o verão europeu e conta com operações regulares no Alaska e na Austrália. Na Ásia, oferece temporadas no Sudeste Asiático partindo de Singapura e roteiros na China e Extremo Oriente durante todo o ano.

A relação com o Brasil

A Royal Caribbean desenvolveu um relacionamento significativo com o mercado brasileiro ao longo das últimas décadas, realizando embarques no país desde o ano 2000.

Após uma breve pausa, havia voltado a realizar cruzeiros de cabotagem partindo de portos nacionais em 2009, em operação que foi realizada regularmente por quase dez anos. O navio mais associado a essa fase foi o Splendour of the Seas, que realizou múltiplas temporadas com embarques em Santos.

Em 2016, a companhia encerrou sua operação regular no Brasil, com o Rhapsody of the Seas realizando os últimos cruzeiros antes de deixar definitivamente o mercado nacional. Pouco depois, fechou também seus escritórios locais, passando a contar apenas com representação nacional através da R11 Travel. 

O Serenade of the Seas ainda marcou o retorno da companhia ao Brasil em 2023, com escalas em trânsito em alguns destinos nacionais. As paradas foram parte de um cruzeiro de volta ao mundo, que também não voltou a ser realizado.  

Splendour of the Seas
Visto aqui ao deixar Santos em 2013, o Splendour of the Seas foi o navio da Royal Caribbean com mais temporadas no Brasil

Em entrevista concedida em julho de 2026, o presidente e CEO da Royal Caribbean, Michael Bayley, detalhou as condições que a companhia considera necessárias para retomar operações de cabotagem no país. Segundo o executivo, três fatores centrais impedem o retorno:

Legislação de cabotagem — as regras brasileiras para embarcações estrangeiras operando entre portos nacionais são consideradas um obstáculo regulatório pela companhia;

Câmbio instável — a desvalorização do real frente ao dólar nos últimos anos tornou a operação financeiramente mais arriscada. Bayley chegou a afirmar que uma taxa de câmbio mais estável seria suficiente para a companhia retomar operações no país rapidamente;

Falta de previsibilidade regulatória — o executivo citou episódios do período em que a empresa operava no país, como a criação repentina de novos impostos e mudanças salariais inesperadas, como fatores que afetam o planejamento de longo prazo da companhia.

Apesar dos obstáculos, Bayley reforçou que a Royal Caribbean mantém interesse genuíno no mercado brasileiro — descreveu a antiga operação como um marco muito positivo para a companhia, lembrando o volume de passageiros brasileiros que navegavam anualmente e a satisfação desse público com a experiência a bordo.

Leia a entrevista completa sobre as condições para o retorno ao Brasil

Enquanto expande operações na América Latina, Royal Caribbean lista condições para voltar a ter navios no Brasil

A operação atual na América Latina

Enquanto o retorno ao Brasil permanece incerto, a Royal Caribbean tem expandido sua presença na América Latina nos últimos anos, com roteiros partindo da Colômbia e do Panamá rumo ao Caribe.

Desde 2023, a companhia tem realizado temporadas regulares na região. Em 2026, o Grandeur of the Seas passou a realizar cruzeiros durante o ano inteiro na América Latina — a primeira vez que a companhia dedica um navio à região em regime permanente após 15 anos.

Royal Caribbean volta a dedicar navio o ano inteiro à América Latina após 15 anos

Texto e Imagens (©) Copyright Portal World Cruises

Perguntas frequentes sobre a Royal Caribbean

Sim, a Royal Caribbean International é a maior companhia de cruzeiros do mundo em número de passageiros transportados, e conta com 9 dos 15 maiores navios de cruzeiro já construídos. Ainda que seja a maior marca individual, a Royal Caribbean é superada pela Carnival Corporation, que possui mais navios e maior capacidade.

A companhia opera atualmente uma frota de aproximadamente 30 navios, organizados em sete classes diferentes, da mais moderna Classe Icon à mais antiga Classe Vision ainda em operação. Outros sete navios, de três diferentes classes, entram em operação até 2031.

Não atualmente. A companhia encerrou sua operação regular no Brasil em 2016 e condiciona o retorno aos itinerários de cabotagem a mudanças no ambiente regulatório e cambial do país.

Atualmente, o Legend of the Seas, o Star of the Seas e o Icon of the Seas estão empatados como os maiores navios da frota — e do mundo — com 248.663 toneladas brutas cada. Com as mesmas dimensões, o Hero of the Seas entra em operação em 2027 e também passa a dividir o ranking.

Sim, a companhia realiza cruzeiros partindo da América do Sul a bordo do Grandeur of the Seas. O navio da Classe Vision realiza embarques na Colômbia para roteiros pelo Caribe e América Central.

A R11 Travel passou a ser a distribuidora exclusiva da Royal Caribbean no Brasil após o fechamento dos escritórios locais da companhia em 2016. Com sede em Santo André, a empresa é liderada por Ricardo Amaral, que foi diretor da Royal Caribbean na América Latina.