
Às 23h40min do dia 14 de Abril de 1912, o Titanic, navio da White Star Line, se chocava contra um iceberg nas gélidas águas do Atlântico Norte.
Além do navio, perderam-se mais de 1.500 vidas, em um intervalo de aproximadamente duas horas e meia, e muito da imagem da então célebre White Star.
Apesar de não ter sido o maior acidente da indústria naval em número de mortes, o do Titanic é um dos mais impactantes, e ainda hoje, 100 anos depois, é muito mais lembrado do que outras tragédias ainda piores.

O Titanic chama mais atenção do que, por exemplo, o naufrágio do alemão Wilhelm Gustloff. O acidente é considerado o pior da história marítima, já que o navio afundou com mais de 10.000 pessoas a bordo, das quais só se salvaram cerca de 900.

A história marítima ainda traz outros casos complexos e obscuros, como o naufrágio do Lusitania, da Cunard Line. O evento aconteceu em 1915, durante a Primeira Guerra Mundial. Na ocasião, a embarcação viajava pela costa da Irlanda, com cerca de 1,9 mil passageiros a bordo, dos quais, apenas 763 sobreviveram.
O transatlântico britânico foi torpedeado por um submarino alemão, afundando em tempo recorde após duas fortes explosões. Acredita-se, no entanto, que um único torpedo não causaria um impacto estrutural suficiente para levar o Lusitania a pique em impressionantes 18 minutos.
Diferente do que se especulava na época, sabe-se hoje, por meio de manifestos de carga, que a embarcação transportava – clandestinamente – milhões de munições e material de artilharia, que seriam utilizadas pela Inglaterra na guerra.
A grande controvérsia, no entanto, é o que causou a violenta — e fatal — segunda explosão no casco. Nunca comprovou-se definitivamente se a detonação ocorreu devido a essa carga militar secreta ou se foi provocada pela ignição nas caldeiras e nos depósitos de pó de carvão.
Com o caso servindo como propaganda contra a Alemanha, e incentivando até mesmo a entrada dos Estados Unidos na guerra, chegou-se a especular que o navio poderia ter sido colocado na situação propositalmente para justificar ações posteriores.
O mistério tem um agravante: alegando testes militares, o governo britânico posteriormente lançou cargas de profundidade na área onde o navio afundou e, por muitos anos, proibiu que fossem realizados mergulhos no local, destruindo possíveis evidências.
Ainda assim, a tragédia do Titanic é, sem dúvidas, a mais conhecida pelo público, ganhando a imaginação do mundo e servindo de pano de fundo para filmes, contos e histórias.
Nos próximos dias teremos mais algumas postagens sobre a história do Titanic e suas particularidades. Para ver a história do navio em detalhes, clique aqui, e para ver sobre os navios que realizaram temáticos sobre o Titanic aqui.
Texto (©) Copyright Daniel Capella














Voce que gosta da história do Titanic, visite o museu em Halifax no Canada onde podera ver varias peças que pertenceram a este navio.
Eu já visitei e gostei.
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