O Brasil vem ocupando uma posição importante no mercado global como país emissor de passageiros para diferentes destinos, de acordo com estudo da Fundação Getúlio Vargas (FGV) em parceria com a CLIA no Brasil.

Lançado durante o 8º Fórum CLIA Brasil, o levantamento aponta que 170.100 turistas residentes no país realizaram viagens em navios no exterior durante o ano de 2025.

Segundo o estudo, a receita gerada com os embarques internacionais de brasileiros alcançou a marca de R$ 1,31 bilhão no período. O relatório destaca que esse montante representa uma variação de 41% em relação à temporada anterior, evidenciando o aumento do ticket médio e a disposição do consumidor em buscar roteiros de alto padrão.

Oitavo maior mercado emissor

Com o desempenho de 2025, o Brasil se manteve entre os dez maiores mercados emissores de passageiros no mundo. De acordo com o estudo da CLIA Brasil, o país está no oitavo lugar no ranking que concentra aproximadamente 88% da demanda mundial de hóspedes de cruzeiro.

As conclusões do relatório mostram reservas concentradas em um destino: a América do Sul. A FGV apontou que cerca de 75% dos brasileiros que viajam de navio optam por roteiros realizados na América do Sul.

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A análise da CLIA no Brasil indica que a proximidade territorial mantém os itinerários pelo Prata e a costa nacional como os produtos mais populares para o público nacional.

Essa preferência consolidou o país como o principal mercado de origem para as rotas da América do Sul e do Canal do Panamá, respondendo isoladamente por 49,9% dos passageiros da região, superando os Estados Unidos (30,2%) e a Argentina (9,2%).

Fora da região sul-americana, os destinos internacionais mais populares para os brasileiros são o Caribe, com 11,5% das viagens, seguido pelo Mediterrâneo, que atrai 6% do público de cruzeiros nacional no exterior.

Penetração de mercado

Navio da Viking Cruises visto em Atenas, na Grécia
CLIA no Brasil também identificou aumento no interesse em viagens de alto padrão como as da Viking

O levantamento da FGV também identifica espaço expressivo para crescimento do mercado brasileiro quando comparado com outros países.

Atualmente, a penetração do produto atinge apenas 0,35% da população nacional, índice consideravelmente inferior aos 6% observados nos Estados Unidos. Entre os maiores mercados na Europa, a Alemanha e o Reino Unido contam com penetração de 3% a 3,5%.

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Texto e Imagens (©) Copyright Daniel Capella