
A CLIA Brasil divulgou as estimativas oficiais para a temporada de cruzeiros 2026/2027, que começa em novembro.
Após registrar retração em 2025/2026, o mercado nacional deve ver uma retomada de crescimento na próxima estação, com aumento de aproximadamente 24% na capacidade de passageiros. De acordo com comunicado de imprensa, a entidade projeta uma oferta total de 831.254 leitos na costa brasileira.
Em estimativa própria, o Portal World Cruises já havia apontado o crescimento na quantidade de leitos da temporada, que contará com oito navios.
A operação regular de cabotagem terá início em 1º de novembro de 2026, com o primeiro embarque do Buenavista, da Corazul Cruceros. Na data, o navio parte de Recife rumo a Santos, iniciando uma temporada que se estenderá até o dia 9 de abril de 2027.
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Aumento da frota no Brasil
O litoral brasileiro receberá oito navios dedicados a roteiros de cabotagem, um a mais do que na temporada 2025/2026 (que contou com sete embarcações e 672 mil leitos).
A frota da temporada 2026/2027 será composta por:
- MSC Cruzeiros: MSC Virtuosa, MSC Splendida, MSC Divina, MSC Musica e MSC Seaview;
- Costa Cruzeiros: Costa Diadema e Costa Serena;
- Corazul Cruceros: Buenavista.
Roteiros e portos de embarque

De acordo com a CLIA, estão previstos 190 roteiros no litoral sul-americano, um salto em relação aos 160 realizados na temporada anterior. O número de escalas também subirá de 617 para 675.
As operações de embarque e desembarque ocorrerão em sete portos brasileiros: Santos, Rio de Janeiro, Salvador, Maceió, Itajaí, Balneário Camboriú e Paranaguá.
Os itinerários incluem paradas em destinos como Angra dos Reis, Búzios, Ilha Grande, Ilhabela, Ilhéus e Porto Belo. A operação também contará com roteiros rumo ao Prata, visitando Buenos Aires (Argentina), Montevideo e Punta del Este (Uruguai).
Desafios e competitividade da região
A CLIA ressaltou que a recuperação da oferta na região foi impulsionada por recentes rearranjos geopolíticos globais, que favoreceram a transferência de navios para a América do Sul.
Apesar do crescimento, o presidente executivo da entidade, Marco Ferraz, alertou para os conhecidos gargalos logísticos, regulatórios e tributários do país no mercado internacional.
“Esse cenário evidencia a importância de avançar em condições que tornem o país mais competitivo e atrativo. Se queremos ampliar de forma consistente a presença de navios e o crescimento da indústria na região, precisamos avançar em competitividade e em melhorias estruturais para o setor”, afirmou o executivo.
Os dados consolidados de impacto econômico e geração de empregos da última temporada serão divulgados em agosto, durante o 8º Fórum CLIA Brasil 2026.
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Texto (©) Copyright Daniel Capella (com informações de CLIA Brasil) / Imagens (©) Copyright Daniel Capella e Corazul













