
A Royal Caribbean condiciona o seu retorno ao mercado de cabotagem no Brasil à melhora do ambiente econômico e regulatório do país.
Em entrevista recente ao Mercado & Eventos, o presidente e CEO da companhia, Michael Bayley, apontou os fatores que impedem o retorno das operações na costa nacional.
De acordo com o executivo, três pontos inviabilizam a retomada: a legislação de cabotagem, a desvalorização do real frente ao dólar e a falta de previsibilidade regulatória.
“A mudança da moeda nos últimos anos foi bem dramática. Se vocês conseguirem encontrar um jeito de fixar a taxa de câmbio, estaremos lá amanhã”, afirmou Bayley ao veículo do trade turístico.
A declaração foi feita a bordo do Legend of the Seas, o novo navio da companhia, que iniciou sua temporada inaugural recentemente.
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Falta de previsibilidade e alocação de frota
Após cerca de dez anos operando regularmente em águas brasileiras, a Royal Caribbean deixou de ter navios servindo o mercado brasileiro em 2016.
Como noticiado pelo Portal World Cruises na época, o Rhapsody of the Seas marcou a despedida da companhia, oferecendo cruzeiros partindo de Santos.
Para o CEO da armadora, a estabilidade institucional é um critério fundamental. O executivo relembrou o período em que a empresa operava no país, citando a criação repentina de novos impostos ou mudanças salariais inesperadas.

“O que não queremos é colocar as coisas em movimento e ter que lidar com muita variabilidade, que pode impactar a experiência dos hóspedes, a nossa operação e, em alguns casos, o nosso profissionalismo”, explicou Bayley ao Mercado & Eventos.
O executivo ressaltou que a companhia distribui sua frota globalmente com foco nas regiões que oferecem os melhores resultados econômicos.
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Além de forte presença no mercado americano, a Royal Caribbean vem atuando na Europa nos últimos anos, enquanto mantém também operações na China e na Austrália.
Desde 2023, a companhia voltou a investir também na América Latina, com roteiros partindo da Colômbia e do Panamá rumo ao Caribe. A operação, inclusive, foi expandida neste ano, com cruzeiros na região durante o ano inteiro a bordo do Grandeur of the Seas.
Apesar da expansão significativa na região, Bayley disse ao M&E que a relação cambial desfavorável com o dólar americano torna a operação no Brasil mais desafiadora.
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Interesse mantido no mercado brasileiro

O executivo reforçou, no entanto, que a Royal Caribbean mantém o interesse no país e avalia positivamente o histórico de operações passadas.
“Nós adoraríamos voltar para o Brasil. Foi um marco fantástico para nós. Eu acho que tínhamos três a quatro mil brasileiros por ano navegando conosco. Ótimos clientes, super felizes”, declarou.
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Texto (©) Copyright Daniel Capella (com informações de Mercado & Eventos) / Imagens (©) Copyright Daniel Capella













