
A Norwegian Cruise Line Holdings (NCLH) registra crescimento no mercado brasileiro com suas três marcas, a Norwegian Cruise Line (NCL), Oceania Cruises e Regent Seven Seas Cruises.
Em entrevista ao Portal World Cruises durante a ABAV Expo, a diretora geral do grupo no Brasil, Estela Farina, detalhou o desempenho comercial no país, a política voltada a grupos de viagem, as mudanças no segmento de luxo e o retorno dos roteiros pela América do Sul, Patagônia e Antártica na temporada 2027/2028.

De acordo com a executiva, embora a marca Norwegian concentre o maior volume de vendas devido à oferta voltada para famílias e casais, a procura pelas companhias de alto padrão também avança entre os agentes de viagens brasileiros.
“A Norwegian acaba sendo o nosso maior volume, mas as três marcas estão em crescimento e continuam crescendo no Brasil. Cada vez temos mais agentes de viagens querendo também aprender a vender o luxo, além de contarmos com a área The Haven nos navios da própria Norwegian, que já dialoga com esse público a bordo”, afirmou Farina.
Política comercial para grupos e foco em famílias
Segundo a diretora, o perfil de entretenimento da NCL — que inclui áreas dedicadas para crianças, toboáguas e pistas de kart — impulsiona as vendas para famílias, enquanto a política comercial para grupos tem atraído agências de diferentes portes.
“Temos uma política muito atraente para grupos. Com seis cabines, por exemplo, já se consegue um leito gratuito. Mesmo uma agência de menor porte que consiga se organizar pode acompanhar o cliente com esse mínimo de cabines ou aumentar o seu faturamento através desse benefício”, explicou.

Além das inclusões tarifárias padrão da companhia, a executiva destaca a possibilidade de personalização das reservas coletivas.
“Trabalhamos juntos para oferecer algum diferencial para o grupo, como um coquetel, bônus ou crédito a bordo. Há muito espaço nesse segmento, pois muitos agentes organizam e acompanham esses passageiros”, acrescentou.
Retorno à Antártica e escalas no Brasil em 2027/2028
Para a América do Sul, Estela Farina destacou o retorno da NCL na temporada 2027/2028, que já está com vendas abertas e grupos reservados. Na ocasião, o navio da companhia realizará escalas em trânsito no Rio de Janeiro e em outros destinos durante viagens para seu porto-base na região, a cidade de Buenos Aires, na Argentina.
A principal novidade da programação sul-americana será a ampliação dos cruzeiros para o extremo sul do continente.

“O navio fará uma mistura de Patagônia e Antártica. O roteiro está um pouco mais longo: normalmente fazíamos essa viagem com 14 noites, mas agora ela terá 16 noites, incluindo navegação contemplativa pela Antártica”, detalhou.
Para a diretora, além da proximidade geográfica e do custo menor em relação aos navios de expedição, o formato de navegação panorâmica atende a uma parcela específica do público brasileiro.
“A expedição não serve para todo mundo. Muitas vezes, a pessoa quer ter a experiência de observar a fauna, como baleias e pinguins, mas de uma forma mais contemplativa, e o retorno tem sido muito bom”, avaliou.
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Oceania exclusiva para adultos e nova classe na Regent
No segmento de luxo, Farina ressaltou a recente transição da Oceania Cruises para uma operação exclusiva para maiores de 18 anos, além da forte adesão de brasileiros aos cruzeiros de Volta ao Mundo de 180 dias da marca.
“Identificamos que já havia um percentual muito pequeno de crianças a bordo e não tínhamos entretenimento dedicado a elas. A mudança tem sido bem positiva e deixa claro o perfil de hóspede que teremos, muito voltado para casais e grupos de amigos que buscam excelentes restaurantes, vinhos e uma experiência de destino mais completa, com viagens que quase sempre começam em um porto e terminam em outro”, explicou.

Já na Regent Seven Seas Cruises, posicionada no segmento ultraluxo e 100% all-inclusive — com passeios em terra inclusos e frota composta exclusivamente por suítes —, o foco está na estreia da nova classe Prestige, que amplia a proporção de espaço por hóspede e traz algumas das maiores suítes do mercado.
“O navio da classe Prestige é 40% maior para apenas 10% a mais de pessoas. Você tem a sensação de estar em um iate de luxo porque há menos pessoas e mais espaço, com suítes de entrada de 40 metros quadrados, e ao mesmo tempo conta com teatro e dois restaurantes a mais que os seis habituais da frota”, destacou.
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Destinos mais buscados pelos brasileiros
Em relação aos destinos internacionais mais procurados pelos passageiros brasileiros na NCLH, a executiva apontou a liderança do Mediterrâneo e o crescimento de rotas como Ásia e Norte da Europa, além da demanda tradicional pelo Caribe.
Na região, a Norwegian não terá roteiros que não demandam visto para o passageiro brasileiro, mas oferece cruzeiros partindo de uma ampla gama de portos norte-americanos, incluindo Miami, Port Canaveral, Tampa, Galveston e Nova York.

“O Mediterrâneo vende muito por ser amplo e diversificado, e também notamos muita busca pelo Norte da Europa, como a Islândia e os fiordes noruegueses”, disse Farina.
“Observamos ainda um aumento considerável nas viagens para a Ásia, com roteiros pelo Japão, Coreia e Hong Kong, o que reflete a evolução do perfil do turista que começa a buscar novos destinos, enquanto o Caribe segue muito forte para férias em família”, acrescentou.
Apenas para adultos: Oceania Cruises proíbe menores de 18 anos em novas reservas; entenda
Texto e Imagens (©) Copyright Daniel Capella













