O passageiro que embarcou na temporada brasileira de cabotagem 2025/2026 desembolsou, em média, R$ 6.108,50 para adquirir sua viagem.

A constatação é do novo estudo de perfil e impactos econômicos da CLIA no Brasil e da Fundação Getulio Vargas (FGV), que mapeou diversas características das operações no país.

O valor refere-se exclusivamente ao desembolsado por pessoa para a compra da cabine, não considerando eventuais extras e gastos em terra.

Lançado no último Fórum CLIA Brasil, no final de agosto, o documento está disponível para consulta gratuita na íntegra neste link.

Tempo de viagem e perfil de roteiros

MSC Divina
Valor do ticket médio leva em consideração apenas o valor pago pela cabine, desconsiderando gastos em terra

A duração média dos cruzeiros no Brasil sofreu uma alteração na temporada 2025/2026, de acordo com o levantamento da CLIA no Brasil e FGV.

O tempo médio de permanência a bordo foi de 4,2 dias, registrando um encurtamento em relação aos 4,6 dias apurados na estação anterior.

A redução está relacionada ao aumento no volume de minicruzeiros, itinerários de três e quatro noites que foram operados por navios da Costa e MSC Cruzeiros em 2025/2026.

Estudo da FGV e CLIA no Brasil aponta impacto de R$ 4,7 bilhões dos cruzeiros no Brasil e prevê forte alta na oferta

Consumo em terra e desembolso extra

portos baianos
Gastos em destinos como Salvador é listado separadamente pelo estudo

A FGV esclarece que o valor pago pela cabine e os gastos efetuados dentro do navio não integram o cálculo do impacto econômico nacional, visto que as embarcações pertencem a empresas estrangeiras.

O retorno financeiro para a economia brasileira ocorre através de gastos com instituições e empresas nacionais. Nesse quesito, o estudo da CLIA no Brasil detalha uma alta propensão ao consumo:

  • O gasto médio de cada passageiro durante uma parada em cidade de escala fixou-se em R$ 800,98;
  • Nos portos de embarque e desembarque, que exigem transporte adicional e hospedagem prévia, a movimentação atinge R$ 962,55 por passageiro;
  • Os setores de Alimentação e Bebidas e o Comércio Varejista foram os grandes beneficiados, absorvendo a maior parcela dessa receita.

Poder aquisitivo do cruzeirista

O valor da viagem e o fluxo de gastos nas cidades acompanham o poder de compra mapeado pelo relatório. A pesquisa da FGV aponta que 57,2% dos cruzeiristas brasileiros possuem renda familiar mensal superior a R$ 10.000. Entre o público estrangeiro que navega pelo país, a fatia de viajantes com rendimentos acima desse patamar sobe para 65%.

Confira a página especial do Portal World Cruises sobre a próxima temporada de cruzeiros brasileira:

Temporada Brasileira

Texto (©) Copyright Daniel Capella (com informações de CLIA no Brasil/FGV) / Imagens (©) Copyright Daniel Capella