
A Oceanwide Expeditions confirmou o envio de duas aeronaves especializadas para resgatar pacientes a bordo do Hondius, que segue retido na costa de Cabo Verde. O navio de cruzeiro enfrenta um surto de hantavírus que resultou em três mortes.
Segundo informações da Agência Brasil, a Organização Mundial da Saúde (OMS) não descarta a possibilidade de transmissão do vírus de pessoa para pessoa a bordo do navio, uma ocorrência considerada rara.
A suspeita inicial da entidade, no entanto, aponta que o primeiro passageiro foi infectado antes de embarcar no cruzeiro.
Resgate aéreo e mudança de rota
De acordo com a Oceanwide, os aviões enviados a Cabo Verde farão a evacuação médica de dois tripulantes que necessitam de cuidados urgentes e de um hóspede que viajava com o turista alemão que faleceu no último dia 2 de maio.
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Os três pacientes serão transferidos por via aérea para a Holanda, país-sede da operadora de cruzeiros de expedição. Após a conclusão da transferência médica, o Hondius seguirá para o arquipélago espanhol das Ilhas Canárias, onde deve chegar três dias depois.
A empresa segue em negociação com autoridades locais e planeja levar o navio para os portos de Gran Canaria ou Tenerife.
Ainda segundo a Agência Brasil, a OMS ressaltou que a situação no navio é monitorada de perto. Como precaução, os passageiros foram orientados a permanecer isolados em suas cabines enquanto o processo de desinfecção é realizado a bordo.
Balanço de casos e quadro clínico

O balanço mais recente aponta que sete pessoas adoeceram no navio, que transporta um total de 147 passageiros e tripulantes.
Projetado para cruzeiros de expedição, o Hondius iniciou seu cruzeiro na Argentina e realiza itinerário que incluiu paradas em destinos remotos como Antártica e Geórgia do Sul.
Segundo a Agência Brasil, a maior parte dos viajantes a bordo é de nacionalidade britânica, norte-americana e espanhola. Os primeiros sintomas a bordo foram registrados no dia 6 de abril, incluindo febre, problemas gastrointestinais e pneumonia.
Um passageiro britânico segue em terapia intensiva na África do Sul, mas já apresenta melhora em seu quadro de saúde. Um terceiro caso suspeito teve apenas febre baixa e permanece com bom quadro clínico.
A chefe de Preparação e Prevenção de Epidemias e Pandemias da OMS, Maria Van Kerkhove, destacou que a evacuação dos doentes é a maior prioridade no momento e que o risco de contágio para a população em geral é baixo.
A executiva explicou ainda que o hantavírus possui uma dinâmica bem diferente, não se espalhando com a mesma facilidade de vírus respiratórios comunitários, como a influenza ou a covid-19.
OMS investiga surto e mortes por hantavírus em navio de cruzeiro isolado em Cabo Verde
Texto (©) Copyright Daniel Capella (com informações de Agência Brasil e Oceanwide Expeditions) / Imagens (©) Copyright Oceanwide Expeditions













