O mercado de cruzeiros no Brasil já conhece a programação completa das principais armadoras para a temporada 2026/2027.

Tanto a MSC Cruzeiros quanto a Costa Cruzeiros divulgaram seus planos, confirmando o retorno de cinco navios, com destaques como a estreia do MSC Virtuosa e a volta do Costa Serena.

No entanto, uma peça importante desse quebra-cabeça segue em silêncio: a CVC.

Mesmo após a definição da oferta das companhias — condição que a própria operadora colocou como decisiva para confirmar ou não seus planos —, a empresa ainda não se manifestou sobre a possibilidade de voltar a operar seus próprios cruzeiros.

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A promessa de retorno

Sovereign foi o último navio operado pela CVC 

Em setembro do ano passado, Fabio Mader, o então vice-presidente de Produtos e Pricing da CVC Corp, estabeleceu um prazo.

Em entrevista à A Tribuna, o executivo afirmou que a empresa mirava trazer de volta suas operações de cruzeiro a partir do final de 2026 caso a oferta de leitos não fosse restabelecida aos padrões de estações anteriores.

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“Uma vez que anunciem, e caso não consigam recompor, a empresa está disposta a trazer uma nova capacidade, com nova armadora”, disse Mader à época.

Na última semana, Mader assumiu o cargo de CEO da empresa, substituindo o então titular do cargo, Fábio Godinho.

A principal motivação da CVC foi financeira. Antes, em agosto, Godinho havia declarado publicamente que a empresa teve resultados impactados negativamente por conta de uma redução no número de cabines disponíveis para o mercado brasileiro.

Na época, o executivo afirmou que a oferta nacional havia diminuído de 20% a 30% entre as temporadas 2024/2025 e 2025/2026.

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Negociações e operação anual

GTA VI
Companhias norte-americanas, como a Norwegian Cruise Line, procuraram a CVC

Mais tarde, a CVC revelou que seu plano não se limitava apenas a repor a oferta na temporada de verão. Em outubro, Emerson Belan, vice-presidente de Negócios B2C, revelou em entrevista ao Estado de Minas que a companhia negociava expandir a operação para o ano inteiro, criando roteiros também durante o inverno.

Segundo o executivo, a iniciativa poderia criar um mercado de R$ 10 bilhões anuais, visitando Nordeste, Sudeste e Sul fora da alta temporada.

A movimentação da operadora atraiu também o interesse internacional, com ao menos duas companhias norte-americanas procurando a CVC para oferecer navios.

As marcas não foram reveladas, mas reportagens de A Tribuna e Panrotas disseram que as embarcações oferecidas teriam capacidades para algo entre 2.500 e 4.500 passageiros.

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Gigante do passado

Grand Mistral foi um dos navios da Ibero que operaram afretados à CVC

Caso concretize o retorno, a CVC retomaria um modelo de negócio que operou com sucesso entre 2003 e 2012.

Em seu auge, na temporada 2008/2009, a operadora chegou a fretar seis navios simultaneamente, utilizando embarcações de marcas como Pullmantur, Ibero e Louis Cruises. Mais detalhes de boa parte das operações da CVC estão disponíveis no Histórico das Temporadas Brasileiras do Portal World Cruises.

Histórico das Temporadas

Texto e Imagens (©) Copyright Daniel Capella