
A nova programação da MSC Cruzeiros para a temporada 2026/2027 transformará o MSC Musica em um navio de “duas fases”.
Ao contrário da operação tradicional, na qual a embarcação permanece fixa em uma rota do início ao fim do verão, o Musica atuará como um “coringa operacional”.
Ele iniciará a estação baseado em Santos, mas no auge da temporada mudará de endereço para cobrir a lacuna deixada pelo MSC Lirica no Rio de Janeiro e no Sul.
O Portal World Cruises destrinchou o calendário para explicar como funcionará esse rodízio inédito.
Urgente: MSC cancela vinda do Lirica ao Brasil e altera roteiros para temporada 2026/2027
Fase 1: A Base Paulista – novembro a janeiro

Entre novembro de 2026 e a primeira quinzena de janeiro de 2027, o MSC Musica será o terceiro navio da MSC dedicado ao público paulista.
- A operação: Embarques e desembarques concentrados no Porto de Santos;
- O roteiro: Oferece inicialmente mini-cruzeiros antes de realizar três cruzeiros de oito a nove noites rumo ao Prata;
- Quem ganha: O passageiro de São Paulo e Sudeste, que terá uma terceira opção de férias além do MSC Virtuosa e do MSC Divina.
O que muda na temporada 2026/2027 da MSC Cruzeiros no Brasil com a saída do Lirica
Fase 2: A Operação “Sul-Sudeste” – janeiro e fevereiro

Na metade de janeiro, a chave vira. O navio suspende seus embarques em Santos e migra para assumir a rota regional que seria do MSC Lirica.
- A operação: Aqui entra o interporting regional. O navio passa a realizar embarques simultâneos em três portos: Rio de Janeiro, Itajaí e Paranaguá.
- O roteiro: O navio realiza roteiro de sete noites que passa por Rio de Janeiro, Itajaí e Paranaguá, além de escalas em Búzios e Ilhabela;
- O detalhe: Durante essas 6 semanas, até o final de fevereiro, não haverá saídas de Santos com o MSC Musica. O navio “abandona” a base paulista para salvar a temporada dos outros estados.
Fase 3: O Retorno – março
Após o carnaval e o fim da alta temporada escolar, o MSC Musica encerra sua missão no Sul e retorna para Santos em 1º de março, retomando a operação original para os cruzeiros de final de temporada.
A Lógica do “Cobertor Curto”

Essa dança logística revela o desafio da MSC em manter a oferta nacional com um navio a menos na frota. A solução foi criar uma temporada híbrida:
- Rio e Itajaí perdem os embarques de dezembro (pois o navio ainda estará baseado em Santos);
- Santos perde os embarques de fevereiro (pois o navio precisará descer para atender a demanda reprimida do Rio e Sul).
É uma operação de “soma zero”, onde a flexibilidade do MSC Musica foi a maneira de garantir que nenhum porto ficasse totalmente sem navio em 2027.
Texto e Imagens (©) Copyright Daniel Capella













